Ambiente Pessoal de Aprendizagem Onlife

Meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem é Onlife: multimodal, híbrido, vivo e neste post eu vou mostrar como ele funciona na prática. 

Como já tínhamos visto no post anterior: 

Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem, do inglês Personal Learning Environments (PLE), são ambientes de aprendizagem criados pelos próprios indivíduos como um espaço para gerenciar, organizar e compartilhar conhecimentos e informações relevantes, com o intuito de facilitar a sua aprendizagem.

Personal Learning Environments: contributos para uma discussão do conceito

No artigo Personal Learning Environments: contributos para uma discussão do conceito, José Mota (2009) nos mostra a abordagem de diferentes autores revelando que não há um consenso sobre a noção de PLE. Existem noções.

Segundo o autor, os PLEs indicam a busca pela operacionalização dos “princípios do eLearning 2.0, do poder e autonomia do utilizador/aprendente, da abertura, da colaboração e da partilha, da aprendizagem permanente e ao longo da vida, da importância e valor da aprendizagem informal, das potencialidades do software social, da rede como espaço de socialização, de conhecimento e de aprendizagem” (Mota, 2009).


Meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem Onlife

Com o desafio de apresentar o meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem para a UC de Processos Pedagógicos de eLearning para o Mestrado em Pedagogia do eLearning na UAb e para você que também está procurando uma maneira de organizar informações, ferramentas, leituras e pesquisas para facilitar o seu trabalho diário, me senti desafiada a pensar no meu ambiente de trabalho/estudos como um todo.

Apesar de as noções de PLEs apontarem para o uso de ferramentas digitais e da Web 2.0, o meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem é Onlife (Moreira, 2018): multimodal, híbrido (Schlemmere Moreira, 2019) e vivo: 



Os conceitos de onlife, multimodalidade e hibridismo são normalmente utilizados para a criação de espaços de ensino-aprendizagem online. Por isso, eu quero utilizá-los também na apresentação do meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem.

O neologismo onlife é defendido no The Onlife Manifesto para colocar fim na dicotomia on e offline, ideia que eu também defendo por não conseguir trabalhar e nem estudar somente em um dos dois mundos.

A minha vida, assim como a bibliografia na qual eu me apoio e as ferramentas que eu uso no  meu dia a dia são digitais e analógicas, individuais e colaborativas, algumas para uso pessoal, outras para uso de um grupo privados e algumas delas, abertas e em rede.

Meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem também é meu ambiente pessoal de trabalho, ele compreende modelos presenciais e digitais, funde o analógico com o digital, me acompanha e vive!


Como meu organizo meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem Onlife

Muito além das ferramentas digitais que eu uso no meu dia a dia, das fontes de pesquisa e plataformas de ensino-aprendizagem, é modo de organização que eu acredito ser o mais relevante, pois é ele que facilita o meu trabalho diário.

Meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem é organizado online e em rede através do navegador Chrome conectado ao meu perfil do Goggle como mostra o print do meu monitor:


Os ícones disponíveis no centro da página mostram as páginas e ferramentas que eu acesso com frequência e as pastas criadas na barra de favoritos reúnem links, ferramentas e pesquisas.

Todo esse material se torna acessível para mim assim que eu me conecto à minha conta pessoal no Google em qualquer dispositivo conectado à rede.

Através do Google Drive eu posso criar espaços de colaboração e cocriação com colegas, posso disponibilizar documentos para leitura, edição, download e também para acesso offline.


Interação, Usabilidade e Relevância

Segundo Downes, citado por Mota (2009), há três princípios para a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal: Interação, Usabilidade e Relevância.

Esses três princípios são também os princípios que eu adoto para a organização do meu Ambiente Pessoal de Aprendizagem:

  • Interação: para ter a possibilidade de compartilhar, aprender e colaborar com os colegas;
  • Usabilidade: para poder organizar e encontrar facilmente as informações que preciso;
  • Relevância: para poder filtrar e receber informações de fontes confiáveis quando e onde eu precisar delas.

Enfim, assim como o ensino e a aprendizagem são vivos e se adaptam aos diferentes momentos da nossa vida pessoal e profissional, também assim eu quero o meu  Ambiente Pessoal de Aprendizagem: vivo, flexível e relevante. 

E você? Como organiza o seu Ambiente Pessoal de Aprendizagem? Deixe seu comentário e colabore para o desenvolvimento da nossa comunidade. 

IMPORTANTE: eu mostro como organizar seu espaço no digital de forma simples e descomplicada neste vídeo no YouTube:

Espero que seja útil! 

Comentários

  1. Gostei muito de ler, refletir e aprender com o seu texto publicado. De fato o nosso PLE, deve conter ferramentas simples, abertas, flexíveis e intuitivas, com uma visão colaborativa e de partilha, para uma aprendizagem online positiva.
    Obrigada e boas partilhas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom saber disso Sónia! Acho importante usarmos ferramentas que sejam adequadas e já estejam integradas no nosso dia a dia, sabe?

      Excluir
    2. Sim, priorizo na maioria das vezes, as ferramentas digitais abertas e flexíveis. Considero esse o caminho para uma gestão destas, no meio de uma imensidão. Não temos que dominar muitas, apenas as essenciais e importantes naquele momento do contexto. É um dos pilares para uma aprendizagem efetiva.

      .

      Excluir
    3. Eu também penso assim... existem muitas ferramentas, mas nem todas tem uma utilidade real para nós e precisamos aprender a escolher as nossas próprias ferramentas.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

4 autores para entender a Educação a Distância no Brasil

Netiqueta no Ensino a Distância: boas práticas de comunicação online

ePortfólio | Processos Pedagógicos em eLearning